ACADÊMICOS

FÁBIO MOZART

Fábio Mozart transita por várias artes. No jornalismo, fundou em 1970 o “Jornal Alvorada” em Itabaiana, com o slogan: “Aqui vendem-se espaço, não ideias”. Depois de prisões e processos por contestar o status quo vigente no regime de exceção, ainda fundou os jornais “Folha de Sapé”, “O Monitor Maçônico” e “Tribuna do Vale”, este último que circulou em 12 cidades do Vale do Paraíba.

Ainda no jornalismo, colaborou no Timbaúba Jornal, A Folha (Itabaiana), Alquimia do Verbo, Umari Notícias, Força de Expressão (Sapé), Itabaiana Hoje e ainda fez parte da equipe de jornalismo do Portal “Conhecendo a Paraíba”, na Internet.

Fábio também trabalhou como tipógrafo na Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, em Itabaiana. Foi diretor de imprensa do Sindicato dos Ferroviários e repórter do jornal O Norte na década de 1970, indicado pelo jornalista Cecílio Batista, também itabaianense. A partir daí, o jornalista continuou publicando crônicas e comentários esporadicamente em jornais e revistas, versando sobre arte, fatos locais, apreciação histórica, sociológica ou mera composição literária.

Nem só de jornalismo se constrói a trajetória de Fábio Mozart, mas de teatro e rádio também. No teatro, fundou o Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana (GETI) e o Coletivo Dramático de Mari – CODRAMA, além de ter escrito várias peças teatrais. Dentre elas: “A Peleja de Lampião com o Capeta” (1° Lugar no Concurso CONHEÇA A PARAÍBA, do antigo MOBRAL), “O Batalhão das Sombras”, “Vozes da Vida e da Morte”, “A Federal Tragédia da Novela das Oito” e “Cantiga de Ninar na Rua”, esta última premiada pela UNICEF e reconhecida como espetáculo didático de alto nível pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba, tendo alcançado o recorde de apresentações ininterruptas durante sete anos neste Estado.

Como radialista, foi um dos pioneiros da radiofonia itabaianense, tendo atuado no setor de jornalismo da extinta Rádio Difusora Nazaré, uma das primeiras experiências radiofônicas na terra de Zé da Luz. E ainda fundou a Rádio Comunitária Araçá, de Mari (1998), a Rádio Comunitária Vale do Paraíba em Itabaiana (2004) e a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em João Pessoa (2005). Além de ser membro da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba – ABRAÇO-PB.

Também é autor de várias publicações como: “Liras Desvairadas” de 1985 e “Pátria Amada” de 1998, ambos livros de poemas; “Democracia no Ar”, que conta as histórias da luta pela radiodifusão comunitária na Paraíba, de 2004; “Manoel Xudu, o Príncipe dos Poetas Repentistas”, de 2006; “História de Itabaiana em versos e algumas crônicas ‘reais’”, de 2007;  “Biu Pacatuba um herói do nosso tempo”, de 2010; “Laranja Romã” (2018).

No livro “Biu Pacatuba, um herói do nosso tempo”, Fábio conta a história de Severino Barbosa, primeiro presidente das Ligas Camponesas em Sapé. Pacatuba foi vítima da ditadura militar, sofrendo prisões e perseguições pelo Regime Militar. O trabalho recebeu o Prêmio Patativa do Assaré de Literatura de Cordel, patrocinado pelo Ministério da Cultura em 2010.

O rádio-telegrafista aposentado, militante do movimento de rádios livres e comunitárias, dramaturgo e diretor teatral atualmente escreve continuamente poesias, crônicas, textos de humor, haicais e mais gêneros para sua página no Recanto das Letras, além de atuar como apresentador do programa “Alô, Comunidade!” da Rádio Tabajara, que está no ar há mais de 6 anos.  Também mantém um blog sempre atualizado, o Toca do Leão. (www.fabiomozart.blogspot.com)

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