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Academia de Cordel se antecipa à lei e garante participação feminina

A repentista Maria Soledade é uma das integrantes da Academia de Cordel

A Academia de Cordel do Vale do Paraíba realizará eleição para preencher duas vagas em seu quadro de membros efetivos neste sábado, 7 de março, às 10 horas no Museu de Jurandir Maciel, no Centro Histórico de João Pessoa. No edital, a entidade estabeleceu que as duas vagas serão ocupadas por poetisas cordelistas, “para abranger maior número de mulheres na Academia e reforçar a representação feminina”. Atualmente, a Academia tem cinco mulheres no rol dos 40 associados efetivos. “Nossa intenção é aumentar a participação de mulheres cordelistas com eleições direcionadas à inclusão feminina”, afirmou Marconi Araújo, Presidente da entidade.

Para ocupar a Cadeira 11, cuja patronesse é Neuma Fechine Borges, e a Cadeira 19, patrono Delarme Monteiro da Silva, inscreveram-se as poetisas Silvinha França, de Araçagi, Annecy Venâncio e Claudete Gomes de João Pessoa e Dulce Esteves, do Recife.

A iniciativa da Academia de Cordel do Vale do Paraíba se antecipa a projeto de lei da deputada Soraya Santos (PL-RJ), que torna obrigatória a participação de no mínimo 30% de mulheres na composição de entidades de representação civil. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.  A medida valerá para entidades como Oscips, sindicatos, fundações, associações e organizações similares.

O parecer da relatora, deputada Flávia Arruda (PR-DF), foi favorável ao projeto. Ela destaca que “menos mulheres participam das entidades de representação civil do que se faz necessário para o respeito mínimo à equidade entre homens e mulheres”. E acrescenta que “há mulheres capacitadas para ocupar, nessas entidades, os lugares que hoje são ocupados em proporção excessiva por homens”.

 

 

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