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Poetas da Academia ocupam as primeiras colocações no concurso de cordel Jackson do Pandeiro

Foto: Site da UEPB

Os poetas Antonio de Pádua Gomes da Silva, conhecido como El Gorrión (1º lugar), José Ferreira de Lima Neto (2º lugar), Anne Karolynne Santos de Negreiros (3º lugar), Tiago Monteiro Pereira (5º lugar), foram classificados no concurso de cordel “Jackson do pandeiro – 100 anos do Rei do Ritmo”, promovido pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Instituição, em parceria com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba (ACVPB). O certame estabelecia como prêmio a publicação e distribuição das obras vencedoras. O evento de entrega dos folhetos aos vencedores aconteceu no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), em Campina Grande, no dia 12 de dezembro.

Por ordem de classificação, os selecionados foram: Antonio de Pádua Gomes da Silva (Jackson do Pandeiro Centenário: Retalhos de sua Vida); José Ferreira de Lima Neto (Retalhos Históricos do Rei do Ritmo); Anne Karolynne Santos de Negreiros (Jackson em Cordel: O Rei do Pandeiro); José Roberto da Silva Moraes (100 Anos de Jackson Brasileiro); Tiago Monteiro Pereira (Nos Passos do Rei do Ritmo); Vicente Ferreira de Amorim Filho (Jackson do Pandeiro – Luz em Forma de Ritmo), Ana Bárbara da Cunha Luciano (O Pandeiro Criador e Jackson Nosso Senhor); Janduhi Dantas Nóbrega (A História do Marido da Mulher que Virou Homem); Lucas de Lima Oliveira (O Rei do Pandeiro e o Pandeiro do Rei); Mazukyevicz Ramon Santos do Nascimento Silva (Do Pandeiro ao Mundo Inteiro: Jackson do Povo Brasileiro).

El Gorrión afirmou ter sido a primeira vez que ficou em 1º lugar em um concurso literário. “Para mim, é de suma importância. Sinto que depois deste concurso e com a posição que tive, aumentou consideravelmente a responsabilidade no que tange à minha produção literária popular. A premiação em cordel é algo que envaidece os poetas”, explanou.

Estudante do curso de Filosofia da UEPB, Neto Ferreira, que conquistou o 2° lugar, apontou que para ele a premiação significa uma grande conquista no cenário estadual, dando vez e voz a arte cordelista. “Me sinto lisonjeado pela minha colocação em meio a tantos grandes vates que disputavam. Hoje já me considero pertencente à seara dos cordelista paraibanos, representando a nova geração e disseminando a cultura popular por onde passo. É um privilégio retratar Jackson através do universo das rimas, a memória dele segue viva entre nós, sua obra permanece, além dela ser um incentivo para que busquemos a cultura de qualidade”, contou.

Utilizando a Gráfica da UEPB foram confeccionados 2 mil cordéis para cada obra selecionada, sendo mil destinados aos poetas, 200 à Biblioteca Átila Almeida e 800 para o Sistema de Bibliotecas Públicas da Paraíba.

Na oportunidade procedeu-se, ainda, com uma homenagem à professora e poetisa Almira Araújo, que faleceu este ano. Almira foi lembrada por uma de suas grandes amigas, Aparecida Pinto. Visivelmente emocionada, Aparecida assinalou em sua fala o devotado amor de Almira pela literatura, seu talento para a escrita e como a amiga sempre esteve engajada em eventos poéticos. “Almira se eternizou em seus versos, no encanto de sua existência e na recordação de todos”, pontuou.

 

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